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Entrevistando…2


Hoje a entrevista é com o fotógrafo Gianfranco! Peruano radicado no Brasil, mora em Belo Horizonte há 12 anos é praticamente mineirinho!

FN – Como você começou?

GB -Era um estudante de publicidade na PUC, estrangeiro, poucos meses morando no Brasil, eu tinha 19 anos, e não sabia direito o que queria fazer da vida… um belo dia alguém disse: “olha, estão precisando de monitores voluntários no laboratório de fotografia da faculdade, vai lá”.

Aí eu fui, e não sai mais… amei aquilo tudo, aprendi a fotografar com filmes 35mm, a revelar, ampliar, era ratinho do laboratório, cheguei a ser contratado e trabalhei um tempinho por lá, o resto é historia…

FN – O que te atraiu na fotografia?

GB – Eu gostava de fotografar gente, de ir clicando sem parar, adorava aquela coisa de registrar um momento, sem poses, fotografar tudo, meus amigos principalmente, colegas de faculdade e tal, um dia um amigo me chamou para fotografar um desfile dele e eu topei e ainda falei que seria legal fotografar o backstage, quando revelei as fotos

todo mundo amou, eu mesmo fiquei surpreso, daí para trabalhar no mercado da moda foi um pulo, montei um portfólio, comecei a fazer alguns books de agencia de modelos, vieram os editoriais, catálogos…

FN – Quais são os fotógrafos que você admira e mais te inspiram?

GB – Não sou muito de ter um ídolo fotográfico, mais do que falar “que fotografo incrível!”; eu falo: “como queria ter fotografado aquilo!”, isso mexe muito mais comigo, e isso vai de nomes consagrados e conhecidos, até fotografos bem desconhecidos, mas claro, tem os clássicos o Mário Testino, Mert & Marcus, Terry, tem o Karl que começou a fotografar recentemente mas é incrível.

FN – Como é seu processo criativo?

GB – Nem sempre é o mesmo, cada trabalho ou projeto tem um processo diferente, gosto de trabalhar com a melhor equipe que eu possa ter em mãos, um(a) stylist com quem possa me entender , um maquiador(a) em quem posso confiar e um( a) modelo que consiga fazer o que eu quero,  a idéia as vezes vem pronta, as vezes a gente monta, tudo tem vários pontos de partida, pode ser um filme, uma música, um clima diferente; sou muito experimental na hora de fotografar, vou indo… não chego na hora da foto e falo: ” a luz vai ser assim”, eu chego, converso com todo mundo, vejo  a luz do lugar, do dia ( quase sempre fotografo com luz natural), converso com a modelo, tento uma coisa ali, outra aí , quando vejo que encontrei o que procurava  eu falo: “está perfeito!” e vou…

FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

GB – Nossa, muita coisa! Beber muito, comer bem, encontrar amigos e rir das bobagens e casos mais idiotas; adoro brincar com meu gato Francisco; gosto de internet, sou viciado em gadgets (adoro meu iphone e vivo fotografando dele), gosto de cozinhar para amigos queridos, de escutar músicas gostosas que eu possa cantar em voz alta enquanto trato fotos, por aí vai..hahaha

FN – 5+ : comidinhas que você gosta de fazer!

CEVICHE: a comida típica do meu pais, o Peru, para mim é a comida perfeita! Leve, saudável, exótica e deliciosa, comeria todos os dias da minha vida.

RISOTO: de limão siciliano, de abobrinha italiana, do que vier…

ARROZ COM FEIJÃO, COUVE E BIFE: a simplificação brasileira do almoço mais gostoso que pode existir

CAFEZINHO COM PÃO DE QUEIJO: ok, eu não faço pão de queijo, mas essa combinação mineira é o melhor lanche que pode existir no meio da tarde

FRANGO ASSADO SENTADO DENTRO DE UMA LATA DE CERVEJA: é o tipo de receita estranha que catei do livro do Oliver, mas o resultado é um frango suculento delicia!!

Para conhecer mais do trabalho do Gianfranco, acesse: www.flickr.com/photos/_gyan

por amaaandaaa

 



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Entrevistando…

Sempre citamos aqui no blog, pessoas que trabalham com moda aqui em Belo Horizonte, e por isso decidimos entrevistar algumas delas para apresentá-las e mostrar um pouquinho além de seus trabalhos!

A primeira entrevistada é a stylist Mariana Sucupira, que há 10 anos largou o direito (!) para se dedicar à moda!

FN – Como você começou?

MS – Eu cursava o 8 período do Direito de noite e fazia estágio durante o dia todo. Há mais de um ano no escritório, comecei a sentir que jamais me sentiria plenamente realizada fazendo aquilo. Eu gostava, mas não vibrava com a estória. A mãe de uma colega minha da faculdade é estilista e perguntei para ela se conhecia algum profissional que estivesse precisando de ajuda. Aí ela me disse para procurar a Graça Ottoni. Foi o que fiz e ela, por incrível que pareça, aceitou uma menina sem NENHUMA experiência no mundo da moda. Trabalhei com ela durante 9 meses, até a minha formatura. Fiz de tudo na fábrica. Passei pela expedição, fui assistente de estilo e participei das vendas no showroom. Não sabia nada desse mercado e precisava aprender.

FN – O que te atraiu na profissão de stylist?

MS –  Bom, quando comecei a trabalhar, há dez anos, nem se falava em stylist. Éramos, eu eu minhas contemporâneas, produtoras de moda. O cliente achava que a nossa atuação se limitava a produzir sapatos e outros acessórios. Aos poucos, o mercado foi se desenvolvendo e fui incorporando e aperfeiçoando um jeito de trabalhar com mais “styling”. Quero dizer com isso que os clientes passaram a valorizar mais minha opinião, a querer saber o que eu achava da luz, se tal modelo era boa, como eu achava que deveria ser o make up, se pensei em alguma estória, quem fotografaria aquilo melhor…e assim por diante. Foi um processo natural. O ser stylist veio depois que tudo já tinha acontecido. MAS, respondendo à pergunta,  o que eu mais gosto na moda é o poder que ela tem de fazer a gente sonhar. E ela faz isso contando estórias, às vezes de um jeito solto, não linear… Acho que o que me atraiu foi isso. Poder construir alguma coisa que inspira as pessoas, algo que é mais do que a roupa,  que o produto.

FN – Quais stylists você admira e mais te inspiram?

MS – Engraçado, eu adoro o trabalho de várias stylists, mas não é especificamente no trabalho delas ou deles que me inspiro. Adoro a Katie Grand, a Grace Coddington, o Edward Enninful, o Paulo Martinez, e o Dani Ueda, que foi assistente dele um bom tempo. Mas na verdade, mais uma vez, é a imagem toda que me atrai, então acho que fico mais com a estética do fotógrafo/revista/editor na cabeça. Amo o trabalho do Jurgen Teller para o Marc Jacobs. Adoro o Mario Sorrenti. Adoro a Purple e o Olivier Zahn, adoro a Self Service, a Love e a Pop. Por outro lado, adoro a Teen Vogue e a Nylon! No mundo de hoje, dando um clique e com tantaaas referencias a mão, é quase impossível não aperfeiçoar o seu olhar.

FN – Como é seu processo criativo?

MS – Depende. As vezes é um filme que tem uma atmosfera tal ou uma foto ou uma obra de arte…  Uma coisa vai naturalmente se ligando a outra. Especialmente se uma coleção é bem amarrada. Aí as coisas fluem. No final da edição dos looks já tenho até uma trilha sonora para a coleção. Às vezes procuro inspiração na internet mesmo. Acredito que referências sempre se transformam. Acho que sou bastante intuitiva. Não tenho medo de na hora não dar certo. A gente acaba sempre achando um caminho, vai se adaptando… e sem querer soar convencida, acho que na maioria das vezes temos um resultado legal.

FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

MS – Várias coisas, por isso tenho realmente tão pouco tempo livre.  Adoro passar tempo com meu filho de quase 4 anos! Adoro visitar lojas de mobiliário vintage, ir na Celma Albuquerque visitar a Flávia, ver as obras, beber café e fofocar

FN – 5+ : roupas que você usa e ama!

. calça skinny da Uniqlo

. pulseiras da Printing e colar de boca de rubilita da mãe da Hindy da C1

. vestido preto longo da Julia Valle

. casaco bordado de seda que comprei em Israel

. kit de camisetas da Coven

Para ver mais do trabalho da Mariana: www.marianasucupira.com

por amaaandaa

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