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Entrevistando…7

Ronnie, nasceu e cresceu no interior, mas foi quando veio para Belo Horizonte e descobriu a revista Allure que se apaixonou pelo universo da maquiagem! Hoje, trabalha e mora em Nova York, voltando sempre para fazer a temporada de catálogos aqui!

FN – Como você começou?

RP- Acho que na verdade começaram pra mim! Era fascinado com inglês e comecei a estudar sozinho, trabalhava em uma livraria e comecei a traduzir todas as entrevistas da revista Allure, a única do setor que realmente ensina alguma coisa! Dai, como vim de uma numerosa família de mulheres, todas meio viciadas em makeup and hair, foi um pulo eu começar a usar os produtos que as tias revendiam, Natura na época, eu acho! Isso há exatos 18 anos atrás!

FN – O que te atraiu na moda?

RP – A moda sempre esteve presente na minha família, na década que nasci meus avós costuravam pra pessoas influentes e meu tio era um artista que estava ficando famoso como cantor e como estilista, isso no Rio de Janeiro! Pra mim que era de uma cidade mega atrasada como Montes Claros, era um fascínio insuperável! Uma outra tia (são mais de 15) possuía uma Maison muito bacana na cidade e sempre promovia desfiles (a coisa que mais amo fazer). Mas o que mais me fascina na moda é a produção de imagens de revistas como, Vogue Itália, Número (francesa) e ID (inglesa).

FN – Quais maquiadores você admira e mais te inspiram?

RP – Meu mentor foi Kevin Aucoin, tudo o que sei devo a ele (era obsessão mesmo) e hoje tem Pat Mcgrath, Alice Gendrih.

FN – Como é seu processo criativo?

RP – Bom, geralmente quando tenho que trabalhar o comercial a gente meio que usa a referência que o cliente quer mesmo principalmente aqui em Belo Horizonte, em NY os fotógrafos gringos que trabalhei me mostram sempre imagens antigas (geralmente da década de 80 ou 70) nunca copiamos o que ta atual lá e sempre pedem uma releitura (melhor assim eu acho ) mas quando tenho de fazer fotos que geralmente não serão comerciais adoro usar as imagens que estão na minha cabeça mesmo, cato sempre referências das ruas, tiro fotos das pessoas no metro e andando comigo sempre esta meu pequeno livrinho que desenho coisas as vezes sem sentido, criando sempre mini editoriais de beleza na minha cabeça!

FN – O que de fazer no você gosta seu tempo livre?

RP – Bom, quando estou em BH não tem tempo livre mas em NY adoro andar e ficar lá no Metropolitan, olhando obras de arte! Já passei um dia todo olhando apenas uma ala!  E a noite sou sempre baladeiro, amo música e adoro dançar!

FN – 5+ :lugares para ir em NY!

RP – Greenhouse (balada gay aos domingos) não perco por nada nem por ninguem

Santos (o deputamadre de NY) o melhor house music eu dancei lá (o lugar e hetero)

Metropolitan Museum (sempre e pra sempre)

CENTRAL PARK AOS DOMINGOS NO VERÃO

JPan no Brooklyn ( o melhor japonês que existe na minha opinião)

 

para ver mais do trabalho do Ronnie acesse: www.ronniepeterson.com.br e o dripbook!

 

por amaaandaaa


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Entrevistando…6

Quando o Márcio trabalhava com delivery em Nova York e via aquela movimentação toda nos estúdios, não imaginava que se tornaria fotógrafo (e dos mais requisitados!). De lá pra cá, já fez várias campanhas lindas, editoriais e também capa pra Vogue!

FN – Como você começou?

MR – Bem, meu primeiro contato com a fotografia foi mesmo em NY quando eu trabalhava em um restaurante chamado 5th Avenue Salads e ficava na 47 com 5Av.

Eu fazia delivery de saladas nos estúdios de alguns fotógrafos, além dos escritórios de grandes marcas como Revlon, Loreal, Colgate Palmolive, Elite Models e muitos outros. Quando entregava nos estúdios, ficava sempre deslumbrado com aquele universo. Hoje, vejo todos os dias um monte de moto-boys fazendo entregas de tudo quanto é coisa no meu estúdio e sempre me vem a lembrança dos tempos de Manhattan. Depois disso, de volta ao Brasil comecei a fazer alguns books para as agencias de modelos.

FN – O que te atraiu na fotografia?

MR– O que me atraiu foi exatamente o clima que encontrava quando chegava nos estúdios. Enquanto lá fora estava aquele caos de Manhattan, muita buzina, barulho de corpo de bombeiros, fumaça, lá dentro do estúdio estava uma musiquinha boa, um cheiro bom de laquet de cabelo, gente bonita.

Sempre gostei de fotografar gente, gente bonita de preferência, nunca fui fotografo de parar o carro para fotografar uma paisagem no por do sol ou um ninho de beija-flor na jabuticabeira. Isso nunca me tesou, meu negocio é com gente, a química que rola entre modelo/fotografo, o timing de uma boa modelo, que sabe exatamente a hora do clic para mudar de pose e te oferecer novas alternativas, isso é incrível! Sinto até o cheiro da luz na pele!

FN – Quais fotógrafos você admira e mais te inspiram?

MR -Impossível não ser clichê nessa hora, impossível falar de fotógrafos sem falar de Helmut Newton, Richard Avedon, Herb Ritts e Irving Penn. Tive o privilegio de usufruir da obra  dessas lendas quando elas ainda eram vivas, já que quase todos se foram na ultima década. Mas dos atuais, tenho uma grande paixão pelo trabalho do Tim Walker, adoro a teatralidade de suas fotos, sempre que posso e me dão a liberdade, procuro seguir na vibe dele, usando objetos estranhos e um certo romantismo nas cenas. Tenho adorado um cara chamado Javier Valhonrat, Greg Kadel, Camila Akrans só para fugir dos já conhecidos Mert , Alas,Inez , Steven Meisel e Steven Klein.

FN – Como é seu processo criativo?

MR -Depende, já fiz trabalho inspirado em algum filme, em algum video clip, livro, pintura e até em alguma foto da minha infância.

Mas o processo  que mais me da prazer , é aquele em que posso me envolver com toda a construção das imagens junto com a stylist ou designer. Pensar no design do set, pensar nos objetos, na modelo, no cabelo, tudo isso. Fiz alguns trabalhos linkando moda com literatura que foram muito prazerosos. Eu sempre sofro um pouco com cada desafio, dependendo do trabalho tenho insônia, dor de barriga, mas essa adrenalina é que me mantém ativo. Sofro porque sou muito ansioso, fico pensando na luz, quero chegar na hora do trabalho com tudo resolvido. E quase sempre consigo executar exatamente como planejei durante a insônia. Poucas vezes mudei o rumo.

FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

MR -Todo ano, no réveillon, quando vou pular as ondas e fazer planos para o ano que se inicia, prometo ter mais tempo livre para minhas filhas e minha mulher. Mas aqui no estúdio é muita pauleira, muito trabalho.

Mas quase sempre vou pra Lagoa Santa onde temos uma casa de fim de semana, onde construí uma casa de boneca pra elas. Gosto bastante de ler sobre fotografia, estou lendo um livro que estou amando, chamado “Image makers, Image takers”. Recomendo demais.
Gosto de cinema,de internet, sou viciado em Guitar Hero. Gostaria de saber cozinhar, mas sou péssimo, em compensação a minha mulher é uma Chef de mão cheia.

FN – 5+: revistas! (no caso do Márcio o top foi 6+!)

MR – Já fui um grande revistólogo anônimo, era viciado e gastava um bom dinheiro com revistas importadas. Era meu grande vicio, nunca fumei e bebo pouco.

Mas de uns tempos pra cá tenho praticado um desapego. Dou uma folheada na revista, se ela for incrível, eu compro, caso contrario, devolvo para a prateleira.
Mas as minhas favoritas são a Numero, a ID, a Vogue Itália, a Vogue Francesa a Love e a W.
Ish, falei 6,preciso de um tempo pra eliminar uma! Não vou conseguir, muda a pergunta!

 

Para ver mais do trabalho do Márcio acesse: www.marciorodriguesphoto.com

 

por amaaandaaa

 


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Entrevistando…5

Além de maquiador, Bruno é excelente cabelereiro! Começou como assistente e hoje em dia é um dos profissionais mais requisitados e talentosos do mercado mineiro!

FN – Como você começou?

BC – Comecei  dando assistência  para  uma  dupla   que comandava o circuito na época: Dagmar Delavy  e Ronnie Peterson. Aprendi muito, eles foram uma benção de Deus na minha vida.

FN – O que te atraiu na moda?

BC – A dinâmica, poder estar cada dia em um lugar diferente, trabalhar com tanta gente criativa é um privilegio! Viajar por  todas as tribos…fascinante!!! A cada dia aprender coisas novas e trazer pra minha vida é maravilhoso.


FN – Quais são os maquiadores que você admira e mais te inspiram?

BC – Sou fã do Duda molinos, aprendi a gostar de maquiagem  com ele! Gosto muito do trabalho da Pat Mcgrath, Alex Box,   Mark Carrasquillo entre outros, mas não posso deixar de citar o Ronnie, o Robert Estevão e o Saulo Fonseca com quem tive a oportunidade de trabalhar.

FN – Como é seu processo criativo?

BC – É bem complexo rsrsrs…depende do meu estado de espirito, um filme, um livro, uma música podem me inspirar, adoro visitar galerias de arte, ver as pessoas na rua, enfim, até uma boa comidinha pode me ajudar…. detesto trabalhar com fome !!!rsrsrs

FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

BC – Curtir minha casa, cozinhar, ter uma vida normal, ou pelo menos  tentar… adoro ir ao parque com meus sobrinhos, me divirto mais que eles!rsrsrs…mas também gosto de ficar sozinho, as vezes é preciso, ir à Igreja é impressindível, Deus é a razão da minha vida.

FN – 5+ :produtos de beleza!

BC – Base high definition make up for ever

Sombra Freshwater da mac

Hidratante strobe cream mac

Superstar bed head

Root Boost catwalk

Conheça mais do trabalho do Bruno! www.brunocandido.com.br/

por amaaandaaa




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Entrevistando 4 …

A Cris pensou que seria médica, acabou virando designer, e é responsável por vários catálogos lindos, cheios de delicadeza!

FN – Como você começou?

CG –Cresci acreditando que me formaria médica pediatra, rsrsrsrs. E tudo se encaminhou de maneira bem diferente. Acabei fazendo design. Adorava colorir, desenhar, recortar colar… A mudança de sonho me levou para uma grande aventura. Meu primeiro trabalho com design foi em uma gráfica, fazendo cartões de visita (risos). Nesta época estava no segundo semestre do curso de design gráfico da UEMG, antiga FUMA. Quando comecei nem sabia como se ligava o computador (risos). De lá prá cá passei por algumas agências de publicidade e alguns bons escritórios de design. Foram experiências muito distintas que me  possibilitaram entender qual era o meu perfil de trabalho. Em 2003 abri meu próprio escritório para trabalhar com o que gosto: moda, embalagem e identidade institucional. E assim sigo.

FN – O que te atraiu no design?

CG – A pluralidade e o constante criar. Poder mudar. Costumo bricar que é uma delícia passar o tempo “inventando moda” _ ou o que for, uma embalagem, uma marca…
É incrível como a partir de um conceito e da sua percepção é possível traduzir graficamente seus clientes e contribuir para a apresentação da identidade de cada um deles.


FN – Quais são suas refêrencias?

CG – Dos livros, adoro livros (typography, the art of saying hello, eat me, estamos hablando de packaging).

Sites (jedroot.comdesign-milk.comffffound.com), arte (Matthew Cusick,Tara Donavan, Henrique Oliveira),

Fotógrafos (Tim Walker, Steven Meisel, Helmut Newton), decoração, padronagens, filmes, boa música…

Até uma volta pela rua. Observar o entorno, as pessoas… Perceber os detalhes mais sutis no que é corriqueiro.


FN – Como é seu processo criativo?

CG – Não tem muita regra não, na verdade nenhuma (risos). Cada projeto é único e acontece de forma singular. O desenrolar, em si, muitas vezes se dá de maneira intuitiva, porém todos eles partem de um ponto base: o cliente se apresentar, trazendo para fazer parte do projeto tudo que ele mais gosta e que reflete a sua identidade. A partir deste momento e do entendimento das demandas, a criação acontece muito naturalmente.

FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

CG – Passear muito! Já ouvi demais: “parece que comeu pé de cachorro, menina”. Cuidar das minhas planta, yoga, meditar, ler, estar entre amigos e cozinhar para eles, uma boa conversa, ficar com os filhotes no esquema filminho e pipoca… Coisas simples e prazeirosas que fazem toda a diferença.

FN – 5+: lugares para ir nas férias

CG –Ponta do Curumbau, BA . Refugio paradisíaco para descansar bastante.

Santo Antônio do Palma, RS. Uma vila muito especial cheia de boas memórias e DNA bem forte.

Buenos Aires, AR. Simples, inspiradora e muito saborosa.

Londres, EN. Essa é boa em qualquer tempo e situação. E por ter sido lá, o lugar onde entendi o que faria em minha profissão.

Espanhola, NM. Para meditar e transformar.

por amaaandaaa


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Entrevistando 3…

A super talentosa estilista mineira Júlia Valle, já passou pela equipe de estilo de marcas como Printing, Faven, e Redley! Agora, se dedica a sua própria marca, mostrando suas coleções no Rio Moda Hype, resultado de suas experimentações com modelagens e formas!

FN – Como você começou?

JV – Comecei fazendo roupas para mim mesma, pelo tamanho 32 que nunca tinha em loja nenhuma. Estudei Comunicacao Social e fui trabalhar como designer gráfica na Alphorria, desisti do gráfico, fui estudar moda na Dinamarca e daí já não tinha mais jeito. : ) Desde então tive a grande sorte de conhecer e trabalhar com pessoas incríveis que ajudaram a convencer de que este era o caminho certo. Com a Maja (Mehle) e o Henrik (Vibskov) comecei a pensar tudo de novo, na Printing descobri o que é ser minucioso, na Faven aprendi muito sobre tricot, e na Redley conheci o lado mais leve da moda. Desde 2008 crio pequenas coleções autorais, e a parte boa é que dá vontade de continuar na moda.


FN – O que te atraiu na moda?

JV – A possibilidade de estudar qualquer outra coisa para criar roupas. É um campo super interdisciplinar e dinâmico e a gente vive aprendendo milhares de outras coisas além da moda.


FN – Quais estilistas você admira e mais te inspiram?

JV – Vionnet, pela simplicidade na modelagem. Rei Kawakubo, por trocar as coisas de lugar. Junya Watanabe e Jil Sander, especialmente pela alfaiataria. Martin Margiela, pelos beiges.


FN – Como é seu processo criativo?

JV – Acho que eu começo pelo lado errado. rs Costumo trabalhar com objetos de estudo que não me fornecem imagens em primeira instância e daí as formas vao surgindo com os estudos, as manipulações. Desde o trabalho com o Generator descobri um processo criativo com um fluxo produtivo muito bacana. Nao parto de croquis, mas de formas que serão transformadas em modelagens, e existe uma curiosidade muito grande para saber o que aquela forma vai virar quando ocupar o tridimensional. E a estética final das peças fica (quase) em segundo plano.


FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

JV – Cozinhar, receber amigos em casa, gastar tempo com a família, viajar (pra qualquer lugar), almoçar no Lage.


FN – 5+: lugares que vc mais gostou de visitar

JV – 1 – Istambul: por me tirar o ar

2 – Eslovenia, um mini país fofo com a medida certissima de latinidade e eslavicidade (?) nos habitantes

3- Londres, por ter sido a primeira cidade depois do atlântico.

4 – Skagen, pela luz

5 – Estocolmo, pelo sentimento de casa e a cidade velha.

 

Para conhecer mais do trabalho do Júlia, acesse: www.juliavalle.com

 

por amaaandaaa


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Entrevistando…2


Hoje a entrevista é com o fotógrafo Gianfranco! Peruano radicado no Brasil, mora em Belo Horizonte há 12 anos é praticamente mineirinho!

FN – Como você começou?

GB -Era um estudante de publicidade na PUC, estrangeiro, poucos meses morando no Brasil, eu tinha 19 anos, e não sabia direito o que queria fazer da vida… um belo dia alguém disse: “olha, estão precisando de monitores voluntários no laboratório de fotografia da faculdade, vai lá”.

Aí eu fui, e não sai mais… amei aquilo tudo, aprendi a fotografar com filmes 35mm, a revelar, ampliar, era ratinho do laboratório, cheguei a ser contratado e trabalhei um tempinho por lá, o resto é historia…

FN – O que te atraiu na fotografia?

GB – Eu gostava de fotografar gente, de ir clicando sem parar, adorava aquela coisa de registrar um momento, sem poses, fotografar tudo, meus amigos principalmente, colegas de faculdade e tal, um dia um amigo me chamou para fotografar um desfile dele e eu topei e ainda falei que seria legal fotografar o backstage, quando revelei as fotos

todo mundo amou, eu mesmo fiquei surpreso, daí para trabalhar no mercado da moda foi um pulo, montei um portfólio, comecei a fazer alguns books de agencia de modelos, vieram os editoriais, catálogos…

FN – Quais são os fotógrafos que você admira e mais te inspiram?

GB – Não sou muito de ter um ídolo fotográfico, mais do que falar “que fotografo incrível!”; eu falo: “como queria ter fotografado aquilo!”, isso mexe muito mais comigo, e isso vai de nomes consagrados e conhecidos, até fotografos bem desconhecidos, mas claro, tem os clássicos o Mário Testino, Mert & Marcus, Terry, tem o Karl que começou a fotografar recentemente mas é incrível.

FN – Como é seu processo criativo?

GB – Nem sempre é o mesmo, cada trabalho ou projeto tem um processo diferente, gosto de trabalhar com a melhor equipe que eu possa ter em mãos, um(a) stylist com quem possa me entender , um maquiador(a) em quem posso confiar e um( a) modelo que consiga fazer o que eu quero,  a idéia as vezes vem pronta, as vezes a gente monta, tudo tem vários pontos de partida, pode ser um filme, uma música, um clima diferente; sou muito experimental na hora de fotografar, vou indo… não chego na hora da foto e falo: ” a luz vai ser assim”, eu chego, converso com todo mundo, vejo  a luz do lugar, do dia ( quase sempre fotografo com luz natural), converso com a modelo, tento uma coisa ali, outra aí , quando vejo que encontrei o que procurava  eu falo: “está perfeito!” e vou…

FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

GB – Nossa, muita coisa! Beber muito, comer bem, encontrar amigos e rir das bobagens e casos mais idiotas; adoro brincar com meu gato Francisco; gosto de internet, sou viciado em gadgets (adoro meu iphone e vivo fotografando dele), gosto de cozinhar para amigos queridos, de escutar músicas gostosas que eu possa cantar em voz alta enquanto trato fotos, por aí vai..hahaha

FN – 5+ : comidinhas que você gosta de fazer!

CEVICHE: a comida típica do meu pais, o Peru, para mim é a comida perfeita! Leve, saudável, exótica e deliciosa, comeria todos os dias da minha vida.

RISOTO: de limão siciliano, de abobrinha italiana, do que vier…

ARROZ COM FEIJÃO, COUVE E BIFE: a simplificação brasileira do almoço mais gostoso que pode existir

CAFEZINHO COM PÃO DE QUEIJO: ok, eu não faço pão de queijo, mas essa combinação mineira é o melhor lanche que pode existir no meio da tarde

FRANGO ASSADO SENTADO DENTRO DE UMA LATA DE CERVEJA: é o tipo de receita estranha que catei do livro do Oliver, mas o resultado é um frango suculento delicia!!

Para conhecer mais do trabalho do Gianfranco, acesse: www.flickr.com/photos/_gyan

por amaaandaaa

 



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Entrevistando…

Sempre citamos aqui no blog, pessoas que trabalham com moda aqui em Belo Horizonte, e por isso decidimos entrevistar algumas delas para apresentá-las e mostrar um pouquinho além de seus trabalhos!

A primeira entrevistada é a stylist Mariana Sucupira, que há 10 anos largou o direito (!) para se dedicar à moda!

FN – Como você começou?

MS – Eu cursava o 8 período do Direito de noite e fazia estágio durante o dia todo. Há mais de um ano no escritório, comecei a sentir que jamais me sentiria plenamente realizada fazendo aquilo. Eu gostava, mas não vibrava com a estória. A mãe de uma colega minha da faculdade é estilista e perguntei para ela se conhecia algum profissional que estivesse precisando de ajuda. Aí ela me disse para procurar a Graça Ottoni. Foi o que fiz e ela, por incrível que pareça, aceitou uma menina sem NENHUMA experiência no mundo da moda. Trabalhei com ela durante 9 meses, até a minha formatura. Fiz de tudo na fábrica. Passei pela expedição, fui assistente de estilo e participei das vendas no showroom. Não sabia nada desse mercado e precisava aprender.

FN – O que te atraiu na profissão de stylist?

MS –  Bom, quando comecei a trabalhar, há dez anos, nem se falava em stylist. Éramos, eu eu minhas contemporâneas, produtoras de moda. O cliente achava que a nossa atuação se limitava a produzir sapatos e outros acessórios. Aos poucos, o mercado foi se desenvolvendo e fui incorporando e aperfeiçoando um jeito de trabalhar com mais “styling”. Quero dizer com isso que os clientes passaram a valorizar mais minha opinião, a querer saber o que eu achava da luz, se tal modelo era boa, como eu achava que deveria ser o make up, se pensei em alguma estória, quem fotografaria aquilo melhor…e assim por diante. Foi um processo natural. O ser stylist veio depois que tudo já tinha acontecido. MAS, respondendo à pergunta,  o que eu mais gosto na moda é o poder que ela tem de fazer a gente sonhar. E ela faz isso contando estórias, às vezes de um jeito solto, não linear… Acho que o que me atraiu foi isso. Poder construir alguma coisa que inspira as pessoas, algo que é mais do que a roupa,  que o produto.

FN – Quais stylists você admira e mais te inspiram?

MS – Engraçado, eu adoro o trabalho de várias stylists, mas não é especificamente no trabalho delas ou deles que me inspiro. Adoro a Katie Grand, a Grace Coddington, o Edward Enninful, o Paulo Martinez, e o Dani Ueda, que foi assistente dele um bom tempo. Mas na verdade, mais uma vez, é a imagem toda que me atrai, então acho que fico mais com a estética do fotógrafo/revista/editor na cabeça. Amo o trabalho do Jurgen Teller para o Marc Jacobs. Adoro o Mario Sorrenti. Adoro a Purple e o Olivier Zahn, adoro a Self Service, a Love e a Pop. Por outro lado, adoro a Teen Vogue e a Nylon! No mundo de hoje, dando um clique e com tantaaas referencias a mão, é quase impossível não aperfeiçoar o seu olhar.

FN – Como é seu processo criativo?

MS – Depende. As vezes é um filme que tem uma atmosfera tal ou uma foto ou uma obra de arte…  Uma coisa vai naturalmente se ligando a outra. Especialmente se uma coleção é bem amarrada. Aí as coisas fluem. No final da edição dos looks já tenho até uma trilha sonora para a coleção. Às vezes procuro inspiração na internet mesmo. Acredito que referências sempre se transformam. Acho que sou bastante intuitiva. Não tenho medo de na hora não dar certo. A gente acaba sempre achando um caminho, vai se adaptando… e sem querer soar convencida, acho que na maioria das vezes temos um resultado legal.

FN – O que você gosta de fazer no seu tempo livre?

MS – Várias coisas, por isso tenho realmente tão pouco tempo livre.  Adoro passar tempo com meu filho de quase 4 anos! Adoro visitar lojas de mobiliário vintage, ir na Celma Albuquerque visitar a Flávia, ver as obras, beber café e fofocar

FN – 5+ : roupas que você usa e ama!

. calça skinny da Uniqlo

. pulseiras da Printing e colar de boca de rubilita da mãe da Hindy da C1

. vestido preto longo da Julia Valle

. casaco bordado de seda que comprei em Israel

. kit de camisetas da Coven

Para ver mais do trabalho da Mariana: www.marianasucupira.com

por amaaandaa

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